India - Diário de Bordo V

Dissemos adeus à cidade cor-de-rosa, e fizemo-nos à estrada para mais uma viagem de despertar os sentidos, o caminho para Agra foi uma vez mais, feito de surpresas, entre vilas perdidas na imensidão deste país, a sujidade mistura-se com os mistérios dos olhares de quem à beira da estrada está sentado de cócoras à espera de coisa alguma.

São 237 Km de pura emoção e adrenalina. Os indianos conduzem de uma forma muito particular, confiando cegamente na sua buzina e no bom senso dos outros, decidem que não há bem condução nem à esquerda nem à direita, o que faz com que rapidamente se aviste camiões velhíssimos que vêm na nossa direcção e se desviam à última da hora. O nosso Amrik com olhos postos na estrada, acalma o nosso stress e sob as suas palavras tranquilas convence-nos que tudo está sob controle.


Mas ficam a saber, que esta aventura digna de feira popular, vale a pena, se vale, Fathepur Sikri, a primeira paragem antes de Agra.

Construída na segunda metade do século XVI pelo emperador Akbar, Fathepur Sikri foi a capital do império Mugol (e não Mongol como muitos insistem em dizer) durante 10 anos. Trata-se uma cidade que foi abandonada praticamente à 500 anos por falta de água, mas está impecavelmente conservada tendo-lhe sido atribuída também por isso, o estatuto de património da humanidade pela UNESCO.


O imperador vivia momentos de angústia por não conseguir um herdeiro para seu trono, assim sendo, em 1568, e tendo ouvido falar da fama do vidente Shaikh Salim, decidiu ir ao seu encontro na sua vila natal Sikri. Salim previu que nasceria um filho mas Akbar teria de viver por aquelas bandas, assim o disse Salim, assim o fez Akbar, transformando o pequeno povoado na capital deste magnifico império.

Fathepur Sikri é um complexo de monumentos e templos que inclui uma das maiores mesquitas da Índia; Jama Masjid.


Na cidade podemos igualmente ver os aposentos das esposas de Akbar, uma de cada religião, que o tipo não era tonto, a esposa católica era vejam só, uma Tuga, filha de Vasco da Gama, que, para infortúnio nosso, tinha os aposentos mais pequenos e menos luxuosos.

Fathepur Sikri, prima pelo silêncio, pela paz, pela beleza e pelo exótico como só a Índia tem para oferecer.

India - Diário de Bordo IV

Bom ano! Bom ano a todos, é o que vos desejo no primeiro post de 2009 que é mais um diário de bordo da fantástica viagem pelo Universo paralelo que é a Índia. Samode ficou lá atrás e nós, na bagagem levávamos saquinhos de saudades e de boas memórias daquele Palácio deslumbrante.

Página virada, agora diante de nós, a cidade cor-de-rosa de Jaipur convidava a estar e a visitar o que viria a ser para mim uma das fortaleças mais belas que os meus olhos viram até hoje.


O Forte Amber, um complexo palaciano, situado na vila de Amber, entre as montanhas podemos ver templos Hindus espalhados em cada colina que conferem à paisagem um ambiente único, à volta uma muralha bem ao estilo da muralha da China, permite-nos que a imaginação navegue para tempos passados e imaginar toda aquele complexo em funcionamento a pulsar de vida.


Mandado construir pelo Raja Man Singh é uma mistura da arte Hindu com a arte muçulmana, todos os detalhes foram pensados para que se vivesse as 1001 noite de encantar, sem dúvida uma experiência que nunca se esquece, os elefantes sobem a montanha com os turistas que chegam aos magotes para serem recebidos ao som estridente e majestoso de cornetas e tambores como se de verdadeiros marajás se tratassem.


Saídos desta história de encantar e entre uma refeição de lentilhas e de um korma lamb, visitámos o palácio real da cidade de Jaipur, actualmente dividido entre a residência do Marajá de Jaipur e um museu que merece atenção obrigatória.


Mas antes há que espreitar o palácio de verão, mesmo no centro de um lindíssimo lago, só para satisfazer os caprichos da Maranini que sofria de calores e de angústias diversas.


Ao longe o palácio dos Ventos piscava-nos o olho para uma visita, trata-se apenas de uma fachada, na verdade não é um palácio, foi construído uma fachada de janelas que cobriam vastos corredores por onde a Maranini andava e através das janelas poderia espreitar sem ser vista as ruas fréneticas desta cidade que se pintou de cor-de-rosa para receber a chegada do principe britanico na altura do império colonial inglês.


Mas foram as compras, as compras foi o que nos deixou doidos e assim, bazar atrás de bazar, foi comprar, comprar, comprar, sempre com a vigilância atenta e preciosa do nosso Anjo da Guarda, o motorista que nos guiou por toda esta aventura, o nosso Amrik, um Sik, que nem por um momento descansou a sua atenção para garantir que nada nos acontecia e que a nossa passagem pela Índia seria inesquecível. “Are you Happy? If you are happy, i’m happy!” Obrigado Amrik, jamais sairás da nossa memória Nameste…



Boas Festas; Felices fiestas; Happy Holidays;Joyeuses Fêtes

Atenção! Os diários de bordo vão ter uma interrupção por motivos de festarola e muita comida à mistura. O mocho volta em 2009 para mais um ano de partilha desta blogoesfera que nunca nos deixa de surpreender.

Boas Festas a todos e até para o ano!

India - Diário de Bordo III


A caminho de Jaipur fica Samode, uma pequena vila, longe do rebuliço da grande metrópole que já ficou para trás. Com uma distância de 40Km da cidade rosa de Jaipur fica esta localidade que alberga um dos palácios mais belos que vi na vida…o Palácio de Samode.


No meio do nada e perdido entre vales e montanhas, exactamente a seguir a uma terriola onde ninguém se lembraria de viver, fica esta construção de sonho.

Construído há 400 anos pelos Rawals de Samode, o palácio de Samode é um dos edifícios mais importantes do Rajastão, e foi sendo embelezado e alargado ao longo dos séculos seguintes à sua construção.


Almoçar no palácio de Samode é uma experiência única e não é preciso fechar os olhos para imaginar que recuámos no tempo, basta olhar à nossa volta que temos a sensação que viajámos para séculos atrás. Os cheiros das flores inundam o palácio que mistura a arquitectura Rajput com a Mogol.

Hoje é um hotel, controlado pela mesma família que o mandou construir, aos hóspedes resta desfrutar a beleza extraordinária do edifício, rodeado de montanhas e bom gosto, rectifico; muito bom gosto e encantamento.


A vila de Samode é mínima, mais precisamente uma rua e qualquer coisa, mas vale a pena o passeio a pé, porque o silêncio da vila, fazia falta, mas se pensam que a vaca sagrada não anda por lá, enganam-se, ou não fosse Samode pertença deste país de sonho que é a Índia.



Até sempre Samode, até sempre porque nunca mais a minha memória te vai esquecer!

India - Diário de Bordo II


Saída para mais uma aventura, o horrível a viver paredes-meias com o hotel de 5 estrelas, a rua sem alcatrão é a casa de muitos indianos, que vivem em casebres de lata que constroem imediatamente a seguir às portas dos hotéis onde se pode mais uma vez perceber, que a Índia é também uma realidade dura longe das histórias de encantar de Marajás e Maraninis. E eis que no meio do lamaçal e do caos surgem as mulheres envergando os belos saris como se a cor fosse a fórmula mágica que se tem para disfarçar aquela imundice urbana..

Paragem: Mausoléu de Humayun! Magnifico, ao estilo de Taj Mahal, mas longe de ter a sua magia. Filho de Timur, o fundador do império Mogol na Índia, Humayun ficou sem o poder do império durante 15 anos, e recuperou o mesmo pouco antes da sua morte. A sua viúva principal manda construir este espectacular túmulo rodeado de um imenso jardim cuja água é um dos elementos principais. Com o mausoléu de Humayun, assistimos ao início da construção deste tipo de edifícios que culmina com o espantoso Taj Mahal na cidade de Agra.




No interior do edifício principal, reina a paz em absoluto silêncio quebrado apenas pelo chilrear dos pardais e pela pequena luz que se infiltra pelas belas janelas de pedra esculpidas ao pormenor.



E agora há que sair que ainda é tempo de visitar a grande mesquita Jama Masjid, mas antes há que atravessar novamente o caos pelas ruas de Velha Dehli. Fotos da mesquita não há porque no meio da confusão a máquina ficou no carro que para nós significava o paraíso que nos protegia da loucura frenética dos riquexós , motoretas, vacas, pessoas, macacos e pedintes…muitos pedintes que nos obrigavam a ignorar sob ameaça de termos mais de 50 à nossa volta caso caíssemos na tentação de olhar e dar esmola.

Com o parlamento, porta da Índia e um templo Hindu como visita extra, saímos de Dehli, e ao longe dissemos adeus ao forte vermelho que perdeu primazia face ao templo de Shiva que nos convidou a entrar antes de rumarmos a Samode….a bela vila de Samode.



Om Shanti

India - Diário de Bordo I

Nameste,


Esta foi uma longa viagem, pelo tempo e pelos sentidos…a Índia, a bela e misteriosa Índia que nos abriu as portas, onde para se atingir o belo tem de se passar e viver pelo horror de toda a nossa condição humana.


A Índia, toda ela um continente único cheio de contrastes de cores, cheiros e emoções. A viagem teve início em Delhi, cidade com 18 milhões de habitantes uma das mais antigas de todo o planeta Terra…Delhi onde a arqutectura mogol é predominante, uma cidade que apesar de influenciada não sucumbiu ao império britânico, que muito tentou mas não conseguiu impor as regras e organização tão típica do Ocidente.


A Índia em todo o seu esplendor e poder consegue mudar definitivamente a nossa forma de ver o mundo, de ver os outros, de vermo-nos a nós próprios. Ao fim de cada rua imunda pode estar as portas do belo, do magnífico, do esplendor máximo do bom gosto.


Delhi foi a primeira paragem, a cidade que nos abre as portas ao choque das emoções, onde a pobreza humana se mistura com o cheiro do caril e as cores estrondosas dos saris que são envergados pelas mulheres que orgulhosamente se sentem Indianas.

Primeira visita, complexo Qutb, onde o minarete Qutub Minar feito pelos muçulmanos com as pedras dos templos hindus, reclama para si o troféu do maior minarete do mundo com 72.5 metros de altura e 14.3 metros de diâmetro de base. Este fantástico monumento, foi declarado património mundial da Unesco em 1993 e foi o aviso das maravilhas que daí a diante íamos encontrar.


O Complexo de Qutb está carregado de histórias e ruínas de templos hindus, onde o tijolo vai do laranja ao vermelho sangue, dependendo do jogo de luzes que o Sol oferece. Definitivamente um local a não perder, grandioso e dá para aproveitar o sossego do barulho infernal da cidade, onde as buzinas não se cansam de reclamar direitos.

Sentir pele de galinha é muito fácil na Índia, e eis que a primeira emoção nos chega quando vistamos o local onde Ganhdi foi cremado, não sabemos explicar ,mas a energia do local e o sentimento que nos rebate é gigante, o local não é mais que um belíssimo jardim, e junto a uma grande placa de mármore negro arde a tocha que nos faz lembrar que Gandhi foi um Homem que morreu por uma causa…vencida….


O dia seguinte foi outra dose, mas fica para um novo capitulo deste diário de bordo pode ser?



Até Já


O Mocho vai para as merecidas férias grandes, pois quem me conhece e visita, sabe que é por esta altura que o Mocho parte para outras paragens.

Como também vem sendo hábito, na volta conto tudo como foi, até lá façam favor de ser felizes!

Nameste

Bis immer lieb Igel fliegen

Há momentos na vida que o tempo se preenche de partidas para novos rumos. A vida do mocho anda a ser pautada por momentos de despedida.


Vais sair, mas a porta da saudade já está escancarada e os olhos convidam as lágrimas para a dança nas nossas faces.


A cumplicidade, essa vai continuar aqui no meu módulo de gavetas e sempre que a saudade apertar, abro a caixa dos bons momentos e recordo-te fechando os olhos e finjo que ainda estás aqui ao meu lado.


Este foi um belo período em que o destino quis que voltássemos a estar juntos, onde a confiança apertou ainda mais as amarras e nem as tempestades mais feias conseguiram afundar o navio da nossa linda e longa amizade.


O teu barco vai agora partir e tu lá dentro acenas, e eu aqui do porto digo-te até sempre, até um dia destes porque a nossa amizade é como a Terra, redonda, e por isso as linhas da nossa vida vão voltar a cruzar-se porque é assim que faz sentido porque é assim que são feitas as amizades do coração.


Sê feliz meu ouriço voador, sê feliz porque mereces e todos nós sabemos que sim e porquê.



Resposta à crise... Hipotese 1

Sem palavras

365


O telefone tocou…eras tu, não falávamos fazia tempo, mas eu sabia que estavas à distância de um chamamento… desta vez o telefone tocou, eras tu a dizer-me…365 são os dias em que o chamamento vai ter a distância de uma saudade longa com sabores de um nervoso miudinho que nós disfarçamos entre sorrisos, fatias de bolo de noz e uma canção de karaoke mal cantada que nos remete à nossa juventude cheia de coisas bem vividas e segredos partilhados.


O telefone tocou, eu atendi, eras tu a convidar-me para um chá que ia acalmar o espanto da novidade, a tristeza da partida...365 são os dias somados das 8760 horas que vais estar longe, e nós, cá….sempre com um sorriso mal disfarçado a tentar convencer o nosso medo que o perigo é relativo.


O telefone tocou, e a conversa que tivemos durou segundos, ao contrário das milhares que já tivemos, o telefonou tocou para me dizeres que são 365 dias em que o chamamento vai estar mais longe sem possibilidade de na volta eu trazer um saco de laranjas do teu quintal….


O telefonou tocou e o seu toque deixou um aroma triste mas vincou ainda mais a certeza de que uma amizade de 20 anos tem mais raízes que os Alibustres do nosso jardim…365, são os dias que vou contar para voltar a dar-te aquele abraço que só os amigos de verdade sabem dar…


O Antes e o Agora


Descubram vocês mesmos as diferenças do jardim do Mocho.... em cima apresento-vos o Senhor Antes nascido no final de Maio...

E para que vejam e comprovem que não é só no Entroncamento que fenómenos estranhos e raros ocorrem...apresento-vos o Senhor Agora!



As flores cá de casa ganharam uma liberdade quase mística e crescem a olhos vistos...amigo Nómada, por este andar, a árvore que me confiaste estará em breve pronta para fazer parte do do plano de terrorismo Ecológico e olha que lugar para ela não falta!!!!

Quanto à restante clorofila que aqui habita, eu apenas rego e lhes dou carinho QB...o resto é mérito delas...acreditem....é a loucura e liberdade total...vai um copo de O2 perfumado com aroma de jasmim? Tchim Tchim

A Folia está a terminar na Regaleira

À dois anos atrás aqui se escreveu sobre Hamlet, a peça que a fantástica Companhia de Teatro Tapa Furos apresentava na Quinta da Regaleira, este ano a mesma companhia repõe o espectáculo Folia em Sintra.

O Mistério de uma noite de Pentecostes, invadiu a Quinta da Regaleira, durante cerca de duas horas, somos levados pelos trilhos misteriosos da Quinta onde nos convidam a morrer para nascer de novo, num ritual iniciático bem ao modelo da maçonaria.

Folia Tu és isso, é um espectáculo onde nós fazemos parte integrante do elenco, fazemos parte do mundo cénico, da história envolvente, somos igualmente espectadores e actores de um texto denso, mas muito bonito.


Pela segunda vez a companhia de Teatro Tapa Furos consegue surpreender-me pelo exemplo do excelente bom gosto e originalidade, eu consegui morrer naquele poço e sentir que renascia a cada degrau que subia depois de uma longa caminhada pelos túneis sombrios de uma Quinta que nos encanta e atrai.

Até 14 de Setembro, quem puder não pode perder, FOLIA, O mistério de uma noite de Pentecostes, onde os rituais das festas do Espírito Santo se misturam com rituais iniciáticos de uma nova vida, de uma nova esperança….Definitivamente a não perder!!!!


Quatro;Four, Cuatro; Quatre; Quattro;Vier;τέσσερα

São 4; 4 são os anos que este poiso tem, por aqui já muito se disse, tolices, emoções, palavras de amizade, de escárnio, de mal dizer, aqui já se falou de livros, de música, de silêncio de coisa nenhuma.

O Mocho Falante faz 4 anos, uma olimpíada com altos e baixos, com mais ou menos escritos, com mais ou menos presenças, mas sempre com a mesma intensidade.

São 4 anos com visuais variados, com mais ou menos leitores, uns partiram, outros chegaram e até houve outros que voltaram com os seus comentários. Depois há aqueles que por aqui passam mas que por uma razão ou por outra, são leitores passivos mas não menos importantes dos que carinhosamente comentam cada post, cada palavra, cada tolice que aqui se diz.

Tentando fugir ao óbvio (que nem sempre consigo), o Mocho Falante vai mantendo-se fiel aos seus princípios…a lealdade, a frontalidade e claro as cretinices que não dispenso de aqui publicar.

Obrigado por partilharem esta jornada comigo, quanto a mim vou tentando não vos (me) desiludir, prometendo já, que a seguir a esta Silly Season, os posts voltam a ser mais cadenciados e com menos espaço de tempo entre eles…entrentanto vão-me perdoando o silêncio mas ando a curtir os ares do campo.

Até já

Portugal além fronteiras

Global é aquele famoso jornal de distribuição gratuita que na sua publicidade faz chacota à sua concorrência dizendo que os outros apenas dão notícias sem conteúdo ou vazias de interesse, enchendo as suas páginas com informação sem valor acrescentado, do tipo no Porto vivem muitos Portuenses.

Lá no emprego todos os dias recebemos o dito periódico e meus amigos o ponto alto da manhã é quando lemos as suas notícias, que para além das gralhas e erros ortográficos, já conseguimos saber que o marido da Angelina Jolie não é o Brad Pitt e que Guincho se escreve Gincho.

Mas meus amigos, a pérola da cretinice deste periódico que se julga acima de todas as distribuições gratuitas foi esta:

Férias em Família para Paços de Ferreira pela pechincha de 1102€ e pensei logo, “ok um preço justo se estiver incluída uma mobília de sala de jantar, mas o mais extraordinário é que a malta pode ir a Paços de Ferreira de avião pela companhia aérea Lufthansa via uma qualquer cidade europeia...brilhante! fantástico no mínimo original. E agora o mais engraçado de todo este conjunto é que pela módica quantia de 1102€ pode-se fazer um circuito em autocarro por Paços de Ferreira com guia a falar português!!!!! Excelente, e ainda bem que assim é porque certamente ninguém ia perceber os conterrâneos lá da Terra pois desconfio que falam Suomi e não português.

E mais, ficam a saber que no preço simpático desta fantástica viagem a Paços de Ferreira pela Lufthansa, via uma qualquer cidade europeia, está incluído 7 pequenos almoços buffet e refeições, agora meus amigos se o gasóleo aumentar ou se houver algum atentado, já sabem as taxas de aeroporto e de segurança podem sofrer alterações significativas.

PS: Só mais uma nota. Se oferecerem alguma mobília o excesso de peso de bagagem é por vossa conta.



Um dia Especial

Ontem foi de facto um dia especial, estar com quem mais amamos é sempre bom e muito especial.

Ontem foi um dia que podia ser igual a muitos outros, mas a cumplicidade voltou a dar-nos as mãos e junto celebrámos o meu dia de aniversário no cantinho especial aqui do meu terraço. Este lounge chill out é para vocês que fazem parte da minha vida e por isso merecem uma mão cheia de carinho e um espaço onde podem deitados, relaxar ao som da água dos incensos e da musica.

Hoje foi com surpresa que percebi que alguém na blogoesfera também se lembrou que ontem era um dia especial para mim, e hoje foi com espanto que cheguei ao cantinho da nossa querida Tulipa e lá estava um post carregadinho de sensibilidade e muito bom gosto e todo dedicado a mim. E assim comecei a receber votos de feliz aniversário aqui no Mochofalante. E assim comecei bem o meu dia já com mais um ano de vida.

Este ano decidi não fazer post sobre o meu aniversário mas fez a Tulipa por mim e o resultado foi uma onda de carinho que chegou até mim através das mensagens que recebi.

Obrigado a todos, é também por isto que sabe tão bem pertencer a esta comunidade tão especial.

Bem Hajam

It's a Kind of Lier



A ideia era fazer do Mosteiro de Alcobaça palco de um feito nunca visto (e foi na verdade). Dizem os mais exagerados que o dito Monumento ia por momentos desaparecer sob a magia poderosa de Luis de Matos, o pseudo Copperfield tuga. 

E cá vai disto, a autarquia passa um cheque de 180 mil euros ao dito vendedor de passos de magia e em 20 minutos Luis de Matos faz desaparecer, não o monumento, que certamente era grande de mais para colocar dentro de uma cartola ou de uma caixa de ilusionismo, mas sim o valor astronómico do cachet que cobrou à câmara de Alcobaça. 

E o que viram os espectadores? Nada de espcial aenas isto…17 minutos de filme sobre os espectáculos dados pela celebridade tuga e 3 minutos de um único truque em que qual Houdini, Luiz de Matos se desembaraça de umas cordas, e desaparece do palco para nunca mais voltar…e assim se fez o The End do tão esperado e espendioso espectáculo. 

Resumindo e baralhando, deu 20 minutos de espectáculo em que 17 dos quais foi puro Blockbuster e em 3 minutos provou à autarquia como se engana o erário publico enquanto o diabo esfrega um olho, neste caso enquanto o público esfrega a vista,  sim porque entre uma dentada numa cornucópia e um espirro, o público que pagou cerca de 20 euros para ver o extraordinário mágico, corria o risco de ficar com o cérebro a abanar…por não ter visto nada a não ser pelicula de publicidade do respeitoso mágico. 

Quanto aos apupos de que foi alvo, a vedeta do show biz portuga apenas disse do alto da sua grande arrogância….180 mil euros é um valor justo, afinal de contas não anda a promover iogurtes nem foi lá para vender refrigerantes…toma e embrulha!

Musiquinha boa

Foi uma descoberta, aliás uma bela descoberta pela mão da querida amiga Raka que para me animar num dia mais escuro deu-me a ouvir duas músicas deste grupo, no mínimo suigeneris, original e com muito bom gosto.

E foi assim que travei conhecimento com os Deolinda e com uma forma musical que para mim é uma mistura de Madredeus com a energia de uma Hermínia Silva, não sei explicar muito bem o que sinto quando oiço os Deolinda, não é fado, não é musica ligeira, é uma espécie de tudo com muito bom gosto, o Álbum chama-se “Canção ao Lado” e vale mesmo muito a pena comprar, as faixas abordam os temas mais variados, passando pelo amor mais naif até às letras com sabor a revolução modernaça.

É obrigatório passar os ouvidos por eles, e mesmo se não gostarem pelo menos não podem dizer que não são originais.

Os Deolinda a mim divertem-me e no caminho até casa, vou escutando letra a letra, fazendo-me esquecer das coisas chatas da vida e dos imbecis que por vezes nos rodeiam.

O sitio da Internet dos Deolinda é http://www.deolinda.com.pt/ , vão até lá e descubram toda a originalidade deste grupo bem divertido.

Obrigado Raka, por este “presente” que tanto gostei e que tão bem me fez naquele dia de aziago…é bom saber que ainda há muito boa música portuguesa para se ouvir….Parabéns aos Deolinda agora é continuarem se faz favor!

Mudar faz bem...oh se faz

E tal como vos tinha dito, a minha ausência teve um propósito muito bem definido, o Mocho Falante, mudou de poiso, voou do reboliço da cidade para assentar arraiais por zonas mais calmas, mais “limpas” de barulhos e confusões. O Mocho veio para o campo, porque é no campo que se sente bem.

Era um objectivo de à muito tempo que agora foi finalmente alcançado, viver numa casa no campo é realmente diferente, e deixar o município de Isaltino Morais para vir para os domínios de José Maria Ministro dos Santos foi de facto um salto de grande aventura.

A tapada de Mafra toca quase na nova casa do Mocho, onde à noite as amistosas corujas piam como se estivessem a dar as boas vindas ao ritmo das cigarras que loucamente cantam a noite inteira.

Para perceberem o porquê desta mudança radical, abro-vos um pouco a porta da minha intimidade para que possam ver as obras no jardim do mocho que aos poucos vai ganhando forma.

A jardinagem é algo que sempre muito me agradou, e agora com um espaço maior posso dar asas à imaginação neste capitulo.

Ao amigo Nómada quero dizer que a árvore a qual me depositaste a tua confiança, está firme num posição privilegiada, assim cada vez que olhar para ela, hei-de sempre recordar a tua lealdade, sinceridade, e todos os ensinamentos que me transmitiste quando me deste a fantástica oportunidade de poder partilhar contigo toda a tua experiência e companheirismo que fez de ti muito mais que um chefe…Obrigado por tudo e especialmente por seres quem és.

E pronto aqui fica o primeiro post, directamente do concelho de Mafra, com as fotos do novo jardim do Mocho…espero que gostem porque de tempos a tempos, novas flores virão alegrar aqui o poiso…Se os Deuses primitirem.

O Regresso

E pronto… ce fini, o período sabático foi para as couves e o Mocho Voltou!


Depois conto tudo e os porquês desta ausência, com fotos e tudo se for possível…agora apenas vos digo que este mocho deixou de ser citadino, para passar a ser campestre e mais não digo, porque esta é a ocasião de vos dizer que estou de volta e cheio de vontade de postar coisas novas…

Até já então!

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