Primeiro estranha-se depois entranha-se

Ando muito calado não é? Pois acreditem que até eu acho estranho estas minhas ausências aqui pela Blogolândia, pois bem, neste país não se passa nada, o Bento XVI anda caladinho que nem um rato, não tenho viajado, e não me apetece escrever só por escrever, até para que não apanhem grandes secas com posts que nada dizem…

O mês de Março anda frio, apetece ficar em casa mesmo quando o Sol lá fora brilha tentando enganar o pessoal que a terra está quente e que se pode ir ver o Mar.

Ainda meio adoentado, decido não me deixar enganar por este Sol de Inverno e corro até ao Blockbuster para me encher de filmes que tanto queria ver e que na altura me escaparam.

Desta vez elegi Zhang Yimou, e foi assim que no fim-de-semana comecei finalmente a ver e a deliciar-me com 3 obras deste cineasta chinês que nos envolvem em cor e na perfeita sintonia entre a imagem e os enredos de cada história que nos leva a lugares longínquos, lá bem para o Oriente.

Comecei por ver “ O Segredo dos Punhais Voadores” (House of Flying Daggers), 2004.

A história possui uma intensidade emocional que aumenta com o poder das cores e com a excelência da fotografia.

A Casa dos Punhais Voadores, é uma sociedade secreta que rouba aos ricos para dar aos pobres. O imperador pretende a todo o custo que a sociedade seja desmantelada. Mei, é capturada e logo os capitães do regime simulam uma falsa ajuda na sua libertação, para que ela os leve até ao lugar secreto onde os líderes da Casa dos Punhais Voadores se reúnem, mas tudo se complica quando o amor intervém na trama da história.

Ainda meio azamboado com o que tinha visto, coloquei novo filme, desta feita, teve lugar o fabuloso “A Maldição da Flor Dourada” (Curse of the Golden Flower). Na véspera do festival dos Crisântemos, o palácio do imperador enche-se de flores amarelas. O imperador regressa a casa com o seu filho para passar as festividades em família.
Entretanto as relações com a Imperatriz, a bela Li Gong das “Memórias de uma Geisha”, ficam para o bera e coisa azeda. Durante anos, a imperatriz mantêm uma relação secreta com o enteado, quando este na verdade tem o sonho de fugir com o seu grande amor que é a filha do médico imperial. Por outro lado o príncipe Jai preocupa-se com a saúde da mãe e com a sua obsessão em bordar flores douradas. O imperador, esse, anda a arquitectar um plano secreto e bem maquiavélico, é o típico slogan da vingança ser um prato que se serve frio.

E como não há uma sem duas, nem duas sem três, decidi ver “Herói” (Hero) 2002, que conta a história de Qin, o imperador que viria a constituir a primeira dinastia chinesa.

O país estava dividido em sete reinos, Qin, Zhao, Han Wei, Yan, Chu e Qi que durante anos lutaram entre si pela supremacia, O reino de Qin era o mais poderoso e foram várias as tentativas de assassinato ao seu Rei.

Mas de todos os que o tentavam assinar, Qin apenas receava os três famosos e lendários matadores; Espada Quebrada, Neve e Céu.


A derrota dos três assassinos dava acesso a uma montanha de ouro e uma audiência privada com o Rei. Durante 10 anos nunca ninguém reclamou tal prémio, até que aparece Sem Nome, que consigo transporta as três espadas dos terríveis assassinos como prova da sua vitória. O rei logo se prontificou a ouvir a sua história na audiência privada. O que Sem Nome não contava era com a astúcia de Qin e do seu enorme conhecimento sobre o inimigo.

3 Filmes de Zhang Yimou, que vale a pena ver bem enrolados no sofá com uma chávena de chá verde, para condizer com o ambiente e com o sistema de som bem afinado para que não percam pitada dos efeitos sonoros nem da banda sonora de cada uma destas obras-primas do cinema…aluguem e vão ver que não se arrependem.

A tradição já não é o que era!


A tradição já não é o que era, tenho a certezinha absoluta disso, ir agora ao ginásio já não é sinónimo de estar inscrito na classe especial de Homens do Atlético Clube de Lisboa, agora ir ao ginásio é para praticar Schiwinn Cycling, Stretching entre outras parafrenálias que nem sabemos muito bem como apareceram nem o que são.

Aqui o Mocho farto de sedentarismos, achou que o melhor era mesmo fazer algum exercício e assim sendo, vai de se inscrever num desses ginásios supé modernos e mai não sei quê, cheios de estúdios que substituíram os velhinhos pavilhões com o seu cheiro característico e que até têm sauna e banho turco incluído…um chiquê portanto, são tão chiques tão chiques que até o pé de atleta se sente mal e acha ofensivo atacar o pézinho que tão elegantemente calça um chinelo da Speedo.

Mas pronto o Mocho, para que todos saibam convenceu-se que o melhor seria mesmo inscrever-se se quisesse evitar que as articulações se passassem a chamar Maria das Dores das Artroses.

Vai daí que depois de duas sessões do modernaço cardiofitness decidiu num belo Sábado de manhã experimentar super fashion Body Pump!!!!

A violência foi tal que me deixou KO durante 3 dias, aliás, os bracinhos mal conseguiam levantar a colherzinha da sopa feita especialmente para acamados.

Xiça penico foi cá um esticão que ainda tenho o corpo que mais parece que foi atropelado por uma Berliet.

E à conta do Power Jump, do Body Combat; do Kimax e do diabo a 4, dei por mim a esgravatar nas fotos de juventude onde eu, sim o Mocho, era um atleta em peras no que toca a ginástica desportiva.
E assim fui navegando pelas memórias da infância, até que dei por mim a recordar os livros da famosa Anita, e ALTO! Que até essa sócia evoluiu e adaptou-se à era moderna, ora aqui estão alguns exemplares da famosa colecção mas adaptada à realidade em que vivemos, passo a apresentar:

Exemplar dedicado aos jovens que ao inicio da noite já nem sabem o seu nome e que tratam o vomito e coma alcoólico por TU!


Escrito a pensar nos jovens mais radicais que não conseguem viver com o nível de adrenalina abaixo de determinada medida, jovens sedentos por terem um cartão de associados de uma qualquer entidade terrorista.

Ganda Maluca esta Anita!


Livro aconselhado para todas as jovens anorécticas, com dicas de como enganar os papás e estratégia de fugas clandestinas Não existem cá tabus para esta nova Anita, nada como sair fora do armário e afirmar que definitivamente o Lilás é a sua cor…a sua bandeira, assim mesmo é que é ó Anita pá!

Bem afinal, esta Anita surpreende tudo e todos, afinal esta Anita também é adepta de uma liberdade sexual sem precedentes, mas com alguns acidentes de percurso. Agora fiquei curioso com o que terá acontecido à amante professora de música...será tema certamente para uma nova edição.


Mesmo na versão francesa, também Anita sofre pelos esquecimentos que a impossibilitam de ter um noite de grande agitação...é a vida Anita, é a vida.... A esta Anita ninfo nem o Além lhe escapa, aliás pode ver-se pela cara de aterrorizada dos fantasmas.
Nunca é tarde para a descoberta, afinal estamos sempre a tempo de aprender novas experiências...mas cá para mim, esta edição é um pouco mais do mesmo, depois dos livros anteriores o que será que a esta nova Anita ainda lhe falta aprender?????Falsa....!Pois é, como diz o outro, até os animaizinhos gostam!


Hummm aqui uma Anita na sua versão mais sadomaso...humm gosto desta Anita pá...e o cão vouyer que se cuide.
E por último este belo exemplar que fala do matrimónio, da felicidade, ou será de sexo com animais????

E pronto chega de Anitas, porque tá na hora do Reumongel e de 3 doses de Adalgur, até um dia destes, porque depois deste post do tamanho de um comboio fiquei também com as falanges doridas que era a única coisa que ainda tinham escapado aos malditos pesos do hiper mega, ultra modernaço...Body Pump.

And The Oscar goes to....

Andamos em marés de prémios da 7ª arte e os Oscars estão aí à porta. Atonement ou em português Expiação, é a história de um amor proibido que se destrói devido a um bilhete secreto, nas mãos de uma criança hiper imaginativa que culmina numa falsa acusação.

A história passa-se em Inglaterra decorre o ano de 1935, a família Tallis, vive numa típica casa Victorina cheia de criados e mordomias.

Um desenrolar de episódios dão lugar a uma infundada e grave acusação por parte de Briony a filha mais nova da família cuja imaginação fértil leva-a a acusar o filho da governanta da família de um crime que ele não cometeu.

O registo de que há atitudes que mudam o curso das nossas vidas para sempre, está bem patente neste brilhante filme de Joe Wright; a acusação da jovem Briony vai mudar para sempre as vidas da sua irmã Cecília e de Robbie que até então viviam um amor forte e proibido.

Atonement foi o grande vencedor dos Globos de Ouro bem como a estrela da noite dos prémios Bafta (British Academy of Film and Television Arts) em Inglaterra, e eu até sei bem porquê.

O nível de qualidade dramática, fotografia e banda sonora deste fabuloso filme só se iguala ao belíssimo The Piano de Jane Campion, que é para mim um dos melhores filmes do século XX.

Atonement inicia-se de forma tímida, e durante os primeiro trinta minutos parece ser um daqueles filmes que vai cair em esquecimento, mas rapidamente, o argumento toma conta das nossas emoções e logo percebemos que o Drama vai evoluindo até atingir o seu clímax quando o rosto da magnífica Vanessa Redgrave enche a tela do cinema com uma expressão única, do sofrimento de uma mulher que carrega consigo uma culpa do tamanho do Universo.

Dario Marianelli embeleza o filme com uma estrondosa banda sonora e Seamus McGarvey é o responsável pela magnífica fotografia.

Eu saí do cinema meio atordoado, sem perceber o jogo de emoções de que fui vitima, pois há muito tempo que um filme não me fazia sentir tão emocionado como este extraordinário Atonement/Expiação.

Para quem tiver curiosidade…let’s look at the trailer…aqui mesmo em baixo…disfrutem.


Fim do período Sabático

Entrámos no ano do Rato, dizem os chinocas que vai ser um ano em cheio, olha esperemos que sim, pois o início de 2008 aqui para Ocidente não tem sido muito famoso, pelo menos para mim, aliás à minha volta a coisa não anda lá muito encarrilhada, são os ricos a querer pisar os mais pobres sob a bandeira dos cifrões de quem mais tem e mais quer seja à custa de quem for, são os amigos a viverem a mesquinhez pobrezinha de quem não tem mais nada para fazer senão moer e torrar-nos a paciência.

Refugiei-me nas letras…nas poesias…peguei no meu poemário para 2008 e li o poema que o dia de hoje me oferecia:

O tigre trepando a montanha

Colhendo lotús em botão

A rapariga de Jade tocando flauta

Duas andorinhas um só coração

E assim assistimos aos ricos a serem cada vez mais ricos e os pobres a preencherem cada vez mais formulários que lhes dão direito ao rendimento xpto, se em troca encherem o país de criancinhas porque a natalidade tá baixa e o país precisa de apresentar números à Europa, provando que é um país cheio de gente nova mesmo que quase morram de fome e tenham de roubar para poder sobreviver, e daqui a uns anos temos um país que deixa de ser de Doutores e Engenheiros para um país de técnicos especializados na arte do gamar.

…e continuava assim o poema…

Como peixes expondo as guelras

Como peixes friccionando as escamas

Como peixes olhando-se nos olhos

Se entrelaçam os bichos-da-seda

Excelente! Sim senhor, esmaga-se a classe média, e passamos a ter os muito ricos com os seus grandes casarões e contas bancárias chorudas e os pobrezinhos com uma carradona de filhos com a boca transformada em fábricas de cáries, a viverem em bairros sociais em forma de caixotes de cores garridas com as paredes cheias de graffitis. Os rapazes, esses deslocam-se entre as portas dos cafés e os carros kitados a imitarem os mesmos que circulam numa Bronx, com a pura ilusão que aquilo é o poder e o status necessário que lhes confere o respeito e a força de vencer.

...

Duas borboletas em salto mortal

Procurando o bambu fragrante

Brinca na água um casal de patos

Nas empresas é ver os patrões a querer ter o poder de despedir sem dar cavaco, e os lambe botas a subir de escalão só porque alguém lhes deu a oportunidade de ocupar lugares para os quais não têm a mínima vocação e julgam que gerir pessoas é à conta do poder besta e desmedido sobre os outros, e nós vamos assistimos às actuações de quem enterra o próximo para que no momento seguinte seja a verdadeira vedeta de um Maxime quando na verdade são apenas coristas de uma revista à portuguesa com cheiro a mofo e carregadas de piadas politicas de muito mau gosto.

São os de vida cinzenta que de um momento para o outro se transformam e querem à força de um status novo mas já apodrecido, adquirido vamos lá saber como, a esconder o seu pé de chinelo, confundindo pato à milanesa com a pata aqui na mesa, esses não me enganam, mas magoam-me e irritam quando nos enfiam pelos olhos a dentro o sorriso hipócrita do anda Bobby que já enganámos outro. São os que em fracção de segundos dissertam sobre uma caixa de chumbos de pressão de ar convencidos que se trata de caviar beluga negro porque alguém lhes disse que é do mais jet set dizer que se gosta de ovas de peixe cruas.

Hoje na revolta do meu ego, aqui me sentei e decidi puxar a minha veia mais esquerdista que andava um pouco murcha, procurei no baú e reencontrei-me com Zeca Afonso, e ao som dos seus poemas deixei a ira sair e resolvi escrever este post antes que desse por mim a pedir ajuda ao Xô Bento XVI sob pena de ter algum amigo mais próximo a querer levar-me à força a uma urgência psiquiátrica antes que o governo também decida encerra-las.

Disparando flechas enquanto galopa

Um Homem nu, uma mulher nua

A conjunção do Sol e da Lua

Jorge Sousa Braga (1957) – A Ferida Aberta

PS: Amigo Donas este post é todo dedicado a ti, e tu sabes do que eu falo, e tu sabes que estamos contigo!

Diário de Bordo III

Quando os dias pertencem ao NÃO, quando recebemos cartas do banco a avisar que a renda da casa vai voltar a subir, quando o trabalho está um inferno, quando à nossa volta vimos a urbe toda descontente e a dar coices…então o melhor mesmo é fechar os olhos e relembrar as boas energias que as viagens nos oferecem.

Foi o que fiz, recordei Praga no seu Inverno rigoroso mas que transforma a cidade num local encantado.

Lembrei as ruas do Bairro Judeu, (Josefov), existente desde 1179 faz com que esta comunidade seja a mais antiga de toda a Europa. Durante 700 anos a comunidade judaica viveu entre muros até que em 1848 o muro foi derrubado e o bairro judeu voltou a integrar-se aos poucos na cidade de Praga.

Enquanto na Europa Nazi, todos os símbolos judeus iam sendo eliminados, Praga manteve-se intacta pois a intenção do III Reich era fazer do Gueto um museu sobre o povo inferior que os Nazis eliminariam da face da Terra.

E assim, à conta da monstruosidade e ignorância, se manteve um local que adquiriu uma relevância histórica impar…Josefov o bairro judeu em Praga.
Apesar de completamente remodelado em zona residencial, o bairro judeu não perde o seu cariz misterioso e belo. São vários os monumentos que se podem visitar nesta zona da cidade, as sinagogas, desde a Sinagoga Espanhola, passando pela Sinagoga Alt Neue, construída em 1280 é única em funcionamento nos dias de hoje. Nesta sinagoga reza-se há 700 anos e os actos religiosos apenas foram interrompidos no período da 2ª guerra mundial por motivos óbvios. Consta que o famoso Golem andou por esta Sinagoga e há quem acredite que ainda povoa o sótão da mesma.

O cemitério judeu de Praga com as suas 12 mil supulturas é um local de visita obrigatória, onde se sente uma mistura de emoções e sentimentos.
Depois é descansar no café Kafka onde o chocolate quente é uma delícia, e assim tudo seria perfeito não fosse a antipatia e indiferença do povo checo que de calorosos não têm nada…saem ao tempo gélido que por lá se sente. Mas a beleza da cidade supera tudo, até a antipatia checa, que se combate também com um belo repasto de Goulash Checo acompanhado, para não variar de copos de meio litro de cerveja.

Nashledanou Praha…até um dia destes.

Diário de Bordo II


A cidade que muitos afirmam ser a Paris que se esqueceu de crescer, brindou-nos pela manhã com um espectáculo de neve, o dia prometia ser longo, divertido apesar de estar planeada muita caminhada pelos becos e ruelas de uma das metrópoles mais românticas do mundo.

Staromestské Námestí que é o mesmo que dizer Praça da Cidade Velha. É impossível descrever a beleza desta praça; não há fotografia capaz de captar toda a sua imponência, esta praça precisa de ser vivida pelos olhos de cada um.

Com dois monumentos principais a fazerem jus à sua beleza indescritível, Staromestské Námestí é composta pela Staromestské Radcine , antigo edifício da câmara municipal e nele podemos ver o famoso relógio astronómico que de hora a hora chama todos os turistas à praça para assistirem ao desfile dos apóstolos, da morte, riqueza, avareza e vaidade, cada personagem deste estranho relógio está carregado de simbolismo que há hora certa ganham vida e apresentam-se à população com a mesma dignidade e brilho de há 6 séculos atrás.




O giro mesmo é ver os turistas a amontoarem-se na praça há hora certa para ver o espectáculo do relógio, depois, bem depois cada um vai à sua vida, uns vão-se enfornar nas lojas de souvenirs, comprando cristais da Boémia, Matrioscas; chapéus, Absinto, eu sei lá, e outros continuam a sua viagem pelos monumentos da Cidade.

Ainda em Staromestské Námestí podemos ver a fantástica Igreja de Tynn datada dos séculos XIV e XVI, esta igreja é composta por duas torres que representam Adão e Eva. A sua entrada é por umas arcadas na praça central e de livre acesso, se por acaso encontrarem por lá um velho antipático a fazer peditório para a Caritas, façam-me um favor, dêem-lhe o tabefe que eu não lhe consegui dar.
Em Staromestské Námestí podemos ainda ver O Teatro dos Estados, onde foi rodado o famoso filme Amadeus, aqui em 1787 foi estreada a Ópera Don Giovanni com o próprio Mozart.

Agora é sair e dar novo rumo, até à ponte Carlos IV, Karluv Most em Checo, construída em 1357, esta ponte é decorada com 30 estátuas de Santos incluindo o Santo António de Lisboa, que fazem companhia aos artistas que por ali fazem negócio.



A cidade tem 17 pontes, mas esta que ficou com o nome do imperador que a reformou é de facto a mais famosa, pedestre, oferece-nos uma vista pela cidade inigualável.

O dia acaba, numa famosa cervejaria, ou num restaurante italiano que em Praga é praga, há um em cada esquina, mas sendo Italiano ou Checo, uma coisa é certa a bebida é cerveja e para os mais friorentos sai um vinho tinto quente com sabor a canela.

Dekuji Praha!

Diário de Bordo I

Antes de mais, bom ano, bom ano a todos os que por aqui passam e partilham comigo todas as emoções da Blogoesfera.

Desta vez elegi a cidade das “cem cúpulas” para entrar em 2008. E acertei na mouche, Praga é uma cidade onde se respira o encanto a cada esquina, onde a música paira em qualquer rua, onde a beleza arquitectónica nos ofusca a todo o momento.

Situada na Boémia Central, Praga é riquíssima no plano arquitectónico e cultural, banhada pelo rio Vltava, a capital da Republica Checa oferece-nos histórias milenares de encantar onde o sonho é realidade presente. Castelo, palácios, bairros típicos, igrejas de pasmar, Praga é a cidade que nos faz acreditar que iremos de novo voltar, até porque muita coisa fica por ver.

Apesar dos -5 de temperatura, o melhor mesmo é deixarmo-nos perder pelas ruas para podermos gozar em toda a sua plenitude as maravilhas que a cidade nos tem para oferecer, assim, bem agasalhados, rumo ao castelo que se faz tarde, sim porque ficam a saber que às 4 da tarde é noite cerrada e só dá vontade depois para beber umas belas canecas de cerveja numa cervejaria checa que faça um excelente Goulash.

Situado na margem esquerda do Rio, sob a Colina Hradcany, o Castelo de Praga é um monumento único e de rara beleza, construído no século IX para residência dos reis da Boémia, hoje residência oficial do presidente checo. Ocupando uma área superior a 72,5 mil m², o Castelo de Praga é considerado o maior castelo do mundo E o que se pode ver por lá? Imensas coisas mas hoje falo apenas da Catedral de S. Vito e da Vila Dourada.


Catedral de São Vito - Este fantástico monumento gótico é a maior igreja da Republica Checa, decorada com vitrais de rara beleza, a catedral de dimensões gigantescas provoca-nos uma sessão de vertigem que se mistura pelas cores que os vitrais emanam de si, no seu interior podemos ver a capela de S. Venceslau que é composta por mais de 1000 pedras semi preciosas e esconde no seu interior variadíssimas relíquias da religião católica.






A vila dourada é composta por casas de antigos archeiros do castelo, mais tarde passaram a habitar estas mini casas, alguns artesãos e claro o famoso Kafka que habitou a famosa casinha azul, número 22, hoje cada casa é uma loja que fazem as delícias dos turistas, o tempo ali parou e deixa-nos adivinhar e até fantasiar como seria possível viver-se em espaços tão pequenos, parece que entramos em Liliput.

A vila composta por apenas uma rua, tem o seu términos perto da terrífica torre de Dalibor, mas isso são contas para um próximo rosário pode ser?

Dobry vecer que é como quem diz boa noite que amanhã é outro dia cheio de coisas novas para ver

The last post of the Year 2007

Este será para o Mocho Falante o último post de 2007. Este é o post em que vos desejo 1.ooo.ooo de coisas FANTÁSTICAS, porque vocês merecem!
Este é o post em que quero que todos os que por aqui passam tenham um EXCELENTE 2008 e que para o ano cá estaremos todos para nos mimarmos uns aos outros neste espaço propício para a cumplicidade, para a alegria, para algumas lágrimas mas sempre com o conforto de todos, porque isto sim é a Blogoesfera que sem vocês não tinha qualquer piada.
O Mocho vai fazer uma escapadela, mas depois regresso para vos contar como foi...
Até 2008 e façam favor de ser Bué de Felizes pá!

Diário de Bordo IV

Wells, uma cidade Harry Potteriana onde cheira a magia a cada esquina, ou talvez uma cidade bem ao género de Charles Dikens.
Situada no condado de Sommerset, esta cidade apresenta-se com uma Catedral espantosa, e num estado de conservação brilhante apesar da sua idade de construção.

Wells College também lá está coladinho à Catedral, é o típico colégio inglês onde os alunos vestem uniformes escuros com camisas brancas e gravatas verdes e que de três em três meses os papás torram centenas e centenas de libras para os piquenos lá andarem, enfim regalias só para alguns claro…



Bocas à parte que o local é para se disfrutar…passear por Wells é o mesmo que entrar num romance de Dickens, a cidade está cheia de detalhes e a arquitectura medieval confere-lhe um ambiente especial, é assim mesmo a região de Sommerset em Inglaterra, cada muro conta uma história e cada edifício tem uma lenda para apresentar, vale a pena dar um salto até lá, nem que seja para comer no Ask, que fica em Market Hall Place, onde os vidros que o envolvem nos deixam imaginar como seria aquele local há muitos anos atrás, onde cavaleiros lutavam contra saxões e à noite se juntavam à volta da Távola Redonda para certamente comer algo diferente de uma pizza carregadinha de Chillies.

Anotem…Wells…of course my dear!

Informação de Última Hora!

Por motivos de força maior, este ano não vai haver presépio!...Lamentamos mas:

1 Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura e esta foi retirada do estábulo até decisão governamental ;
2 Os camelos estão no governo;
3 Os cordeirinhos estão tão magros e tão feios que não podem ser exibidos;
4 A vaca está louca e não se segura nas patas ;
5 O burro está na Escola Básica a dar aulas de substituição;
6 Nossa Senhora e São José foram chamados à Escola Básica para avaliar o burro;
7 A estrelinha de Belém perdeu o brilho porque o Menino Jesus não tem tempo para olhar para ela;
8 O Menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular e o tribunal de Coimbra ordenou a sua entrega imediata ao pai biológico;
9 A ASAE fechou temporariamente o estábulo pela falta da manjedoura e, sobretudo, até serem corrigidas as péssimas condições higiénicas do estábulo, de acordo com as normas da UE...
Por todos este motivos informamos aqueles que já montaram o presépio junto à árvore, que têm 24 horas para o arrumar sob pena de serem alvos de uma inspecção e de multa pesada.
Temos dito
O Ministério dos Assuntos Natalicíos

Diário de Bordo III

Visitar o condado de Sommerset e não ir a Bath é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa, ir a Bath é ter a sensação de quem vai a Alcobaça, ninguém passa sem lá voltar.

Cidade Classificada pela Unesco como património mundial, Bath é de facto um tesouro a 20 minutos de comboio a partir de Bristol. Para ir até lá, basta apanhar o comboio em Bristol Temple Meads Station e à distância de uma estação e de 5 £ entramos na cidade dourada que alberga umas termas romanas de nos fazer cair de espanto.

De arquitectura de cor amarela e branca, Bath apresenta-se como uma cidade diferente de toda a Inglaterra, cheia de cantos e recantos com o rio que a atravessa e que lhe dá uma forma especial e por cima a ponte ao estilo de ponte Vecchio em Florença, com lojas e cafés que nos abrem a porta para um scone acompanhado de um Earl Grey com leite frio claro está.

Depois temos os belos parques que no Outono se vestem de laranja e castanho e ao longe o magnificente Royal Crescent.

A Abadia situa-se ao centro da cidade, de dimensões espantosas e deixa-nos adivinhar uma longa história, rica em acontecimentos, ora verdadeiros ora fruto da típica imaginação inglesa. E assim, à medida que percorrermos os seus corredores vamos deixando a nossa fantasia cavalgar entre histórias de cavaleiros e donzelas, Reis heróicos que lutaram contra os invasores da Bretanha medieval.

Bath é o melhor de dois mundos, oferece a história Romana viva, devido às termas em excelente estado de conservação e por outro lado uma cidade cheia de edifícios do século XVII e XVIII em perfeita sintonia com a paisagem que ao redor a invade.

A cada canto é um abrir de olhos de espanto e a máquina fotográfica, essa acaba o dia a pedir folga por excesso de actividade.

Bath um nome a não esquecer, uma cidade para voltar, sem dúvida alguma.





Foi o Delirium!!!!!!!!!!!!!!!!!


A casa da Magia até dia 3 de Dezembro é no Pavilhão Atlântico em Lisboa.
Ontem viveu-se um "Delirium"; um Delirium de som, imagem, acrobacia, emoção e muito bom gosto.
Ontem o Cirque du Soleil mostrou mais uma vez porque é a maior e a melhor companhia de circo do Mundo!
Até Abril Cirque du Soleil, desta vez na tenda circense e com um Quidam de certeza muito especial...

Diário de Bordo II



Quase toda a gente em Portugal Continental tem o costume de dizer “ah fui à terra pela Páscoa” ou “Vamos passar o Natal à Terra”, ora o Mocho Falante, na verdade é alfacinha de gema como toda a sua família directa, por isso dizer que fui à terra é o mesmo que dizer que apanhei o comboio até à estação do Rossio e mesmo essa agora está encerrada, pois encontra-se num estado do tipo obras de Santa Engrácia, enfim, adiante; assim sendo costumo dizer aos amigos que vou à Terra quando me desloco a Terras de S. Majestade, para já porque é do mais fino dizer-se que se vai à terra quando nos deslocamos a Inglaterra e depois porque a faltar às bodas de diamante da tia Beta seria uma desfeita que a pobrezinha ainda teria um traglimanco qualquer se lhe dissesse que não poderia estar presente.

Depois ir a Inglaterra é sinónimo não só de beber bom Earl Grey como também é ter a certeza absoluta que vou ter aquele abraço, o carinho e a hospitalidade da maior amiga do mundo, e só por sentir aquele sorriso terno e franco na sua cara vale a pena sair dos 35 graus do Caribe para enfrentar os -1 que Bristol nos oferece.

Bristol, situada a sudoeste da Ilha é cidade desde 1155, e foi a cidade que assistiu à partida de Darwin do seu velho Porto.

É uma cidade onde os vestígios de modernidade se misturam com o tradicional, metrópole de medianas dimensões apesar dos seus cerca de 600 mil habitantes. A arquitectura é simpática e o engraçado mesmo é deixarmo-nos perder pelas suas ruas e facilmente percebemo-nos que estamos numa cidade pitoresca longe do reboliço de Londres.

St Nicholas Market é uma tentação de visita obrigatória, o Mocho deu lá um saltinho enquanto a anfitriã terminava a labuta diária, e meus amigos ficam a saber que desde a garoupa para cozer, passando pela bela da azeitona, produtos esótericos passando por garrfas de sumol de laranja e gelatina Royal tudo se encontra neste espaço de diversão constante, onde os cheiros se misturam com as cores, sem dúvida a não perder, registem lá…St Nicholas Market!

E como é a noite em Bristol? Bem podia-vos agora aqui relatar o episódio da primeira noite em Inglaterra, mas como isto é um post e não uma colectânea de 312 volumes, ficam apenas a saber isto:

Jantar no Bauhinia Bar Resturant, que nos apresenta uma comida Thai de cair para o lado, aviso já que o picante é do demónio e fica aqui: 5a, Boyces Avenue, Bristol, BS8 4AA, faz favor de procurarem e irem até lá até porque fica numa zona chiquíssima da cidade, sim porque este mocho detesta pinderiquices.

E agora malta, se vocês forem pessoas que gostam de cocktails do tamanho de tigelas do tipo casa das sopas, então não podem perder a visita ao fantástico HausBar, prometo-vos que é uma experiência inesquecível, as bebidas são para o carote mas o barman garante que ao segundo copo vocês já acham que são os duques de Edinburgo…depois aconselho que as viagens sejam feitas sempre de táxi, porque aquilo é coisa que sairmos de lá e termos a sensação de que o dia seguinte vai ser patrocinado pelo Gurosan…

Onde fica? Ora muito bem, fica aqui: 52 Upper Belgrave Road, Clifton, Bristol, BS8 2XP




No dia seguinte, se tiverem em condições não deixem de visitar Ponte Suspensa Clifton e aproveitem para a atravessar a pé, pois a vista é deslumbrante e sempre apanham com a aragem que ajuda a melhorar da maleita do HausBar (Fonix) e se mesmo assim a dor de cabeça não passar bem como a sensação de terem a boca a saber a papel de música, então o melhor é ir até à famosa Catedral de Bristol e pedir aos Santinhos a ajuda divina.
Se tiveram coragem vão até à Universidade de Bristol que mesmo ao lado têm uma enorme exposição egípcia para os mais eruditos, senão dão um pulinho até Bristol Temple Meads Station, a estação de comboio mais antiga do mundo, para embaracarem numa viagem ao admiravelmente mundo novo, mas isso são outras histórias que em breve vos conto, feliz visita, Bristol está lá à vossa espera Tchim Tchim…hic

Diário de Bordo I

E pronto já cá estou que é o mesmo que dizer, o que é bom acaba depressa. Há muita coisa para contar? Claro que há!!!!! Foram umas férias em pêras, muita leitura, muito sol, muita conversa, muito local de visita…bem o melhor é começar pelo início para que não haja confusões no diário de bordo. Primeiro ponto de destino…As Caraíbas claro; nada melhor do que esta bela zona do planeta quando estamos efectivamente a necessitar de carregar baterias, sou um repetente múltiplo deste destino, mas não importa, os amigos perguntam se não me farto, afinal contas a Terra é enorme e existem centenas de países que vale a pena visitar, claro que sim, mas as Caraíbas são as Caraíbas, terra que não fiquei a viver por um triz, quem não conhece faça favor de juntar umas coroas e arriscar, as dicas de diversão e puro deleite são imensas, a registar:

Sosua, Puerto Plata; Altos de Chavon; Isla Saona; Cayo Levantado; Samaná; Cabarete entre outros, lugares mágicos que o sol aquece e nos cola na memória para sempre.

Quem consegue resistir a um Coco Loco ao som de um merengue desenfreado? Quem consegue dizer não a águas cristalinas de 27 graus e ao sorriso franco e terno dos Dominicanos? Ninguém aposto….o que é que custa? Custa a despedida de uns belos dias de praia, ritmos e bebidas exóticas à beira mar de uma ilha de sonho mas sempre com a promessa de voltar, eu por duas vezes prometi o regresso e voltei a terceira e na hora do abraço da despedida sussurrei baixinho…até um dia destes querida terra adorada.

Encerrado para Descanso do Pessoal


Para evitar males de rouquidão e resfriados típicos de Outono, o Mocho Falante decidiu tirar uns dias de folga, vai dar ar à pluma e volta um dia destes com novidades fresquinhas, até lá façam favor de serem felizes, que eu vou fazer por isso em terras mais quentes...Até já!
Blog Widget by LinkWithin